E A C O E L H O

UM PRETENSO POETA

Meu Diário
27/04/2014 12h05
FAZ TEMPO

Faz muito tempo que não escrevo nada aqui neste espaço.

 

Evidente que minha adolescência se foi há tantos anos, remotos anos, que já não me sinto a vontade para ficar postando um diário. Não deveria, contudo, deixar transcorrer  tanto tempo sem manifestar um pouco dos meus pensamentos e conceitos diante da vida que corre, aceleradamente.

 

Desde 2011 que muita coisa mudou.  Sou um ser absolutamente mutante, mesmo diante do aparente  conservadorismo com que muitos olhos me enxergam.  Nesses três anos que transcorre da última vez que escrevi aqui,  minha vida deu uma guinada grande. Muito grande.

 

Na época, eu estava  muito empolgado com o fato de voltar a escrever. Depois de mais de uma década sem escrever nada, havia descoberto as comunidades poéticas para divulgar meus escritos e isso me motivava.

 

Havia descoberto este espaço e isso também me motivava. Produzia muito, fossem poemas, crônicas e mesmo artigos, textos mais amplos, mais complexos, com o que registrava e manifestava meus conceitos sobre os mais diversos temas.

 

Só nos empolgamos, só nos motivamos, nesse exercício de escrever, quando deslumbramos a possibilidade de que o que dizemos pode, o que transmitimos, pode contribuir com outras pessoas. Só nos motivamos, só me motivo, quando imagino que minhas palavras, minhas colocações contenham valores que sejam reconhecidos.

 

Passada, pois, a empolgação das descobertas, caí no mesmo ostracismo. Sim, ostracismo. Passei a perceber que meus escritos nada diziam, nada refletiam, ou pelo menos não obtinha nenhum feedback  reconhecendo valores do que escrevia.

 

Amigos não valem nesse sentido. Para os amigos, a gentileza é normal e gentileza não vale quando se fala de valores  públicos, que é o que se busca quando se escreve publicamente.

 

Assim é que tenho escrito muito pouco. E cada dia menos.

 

Quem sabe novos motivos me levem a me debruçar sobre o teclado e produzir mais.

 


Publicado por EACoelho em 27/04/2014 às 12h05
Copyright © 2014. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
11/12/2011 16h48
O TEMPO, A VIDA E EU

O tempo continua passando, aliás, correndo...........

 

A vida continua, aliás, insiste, persiste e eu a acompanho, a trancos e barrancos. Muito mais aos trancos, porque os barrancos onde eu passa encostar para descansar raramente me aparecem e quando ocorrem, lá vem o tempo a me cutucar, apressando meus passos, sob pena de ficar para trás e nunca mais o alcançar.

 

Quando não é o tempo, é a vida, sempre me impondo a lida para continuar acompanhando seus passos, igualmente apressados como toda essa labuta urbana, moderna, exigente de dinâmica, de velocidade e de recursos para enfrentar “os novos tempos”, cada dia com mais e mais vaidade a ser suprida.

 

Continuo escrevendo meus poemas, minhas crônicas, ora brincando com o romantismo que todos possuem e gostam e tantos o escondem sob a máscara da praticidade, da rispidez. Ora vomitando minha incompreensão e minha rebeldia para com a ganância do capitalismo burro. Não raro sobre o que costumo chamar de câncer social, que é a corrupção.

 

Mas gosto mesmo é de contar meus causos, velhas e remotas histórias transcorridas ou simplesmente ouvidas ou buscadas na imaginação das ficções do meu pensar.

 

O tempo sempre me acompanhando, carregando a vida na garupa e eu teimoso vou caminhando junto, ou pelo menos tentando, falando das mazelas sociais, dos sonhos dourados de um amor ideal, filosofando ideais e conselhos, como se não me faltassem convicções, como se me sobrassem certezas.

 

Ultimamente meus pensamentos e reflexões estão meio que focado nas relações sociais, nos amigos, nas amizades, nos interesses, na velhacaria da mistura dos amigos com os negócios. Pobre de mim, quando acredito nas amizades que se fazem no meio comercial, que a meu ver, deveriam ultrapassar tal barreira da mesquinharia, permanecendo viáveis quando as relações comerciais se extinguem. Boba ilusão de um velho e pretenso sonhador de que um dia a sinceridade das relações pessoais poderia sobrepor-se aos interesses comerciais.

 

Tanto o tempo, quanto a vida, já me passou essa lição algumas vezes. Já fui reprovado inúmeras vezes nessa matéria. Sou repetente perene nesse quesito. Não aprendo a desacreditar nos valores das relações pessoais, das amizades efetivas, na transparência das relações pessoais, por conta dos meus valores para com a vida e o tempo.

 

Pior é que sobre isso não consigo escrever. Não mesmo. Pelo menos até agora. Mas ora dessa, eu vou conseguir e então vomitarei minhas mágoas e inconformismos.

 

 


Publicado por EACoelho em 11/12/2011 às 16h48
 
19/07/2010 23h06
A ARTE E O POETA


Escrever, poeticamente, é uma arte nata. Sem sombras de dúvida que é uma arte e nata, ou seja, nasce com o indivíduo. Desenvolver ou não essa arte, é outra conversa. Aprimorar ou não, voar mais alto, ou se restringir a vôos rasantes, é unicamente uma questão de iniciativa, meio ambiente, oportunidades e determinação.

Assim como nas mais diversas artes, a exemplo da música, seja do músico ou do intérprete, do cantor, como na dança, na pintura, na interpretação, no esporte, etc.,  o sucesso e a popularidade na arte de escrever também depende de se estar no lugar certo, na hora certa.

Nunca foi necessariamente o mais talentoso a obter o reconhecimento popular de sua capacidade artística. Muito antes da necessidade de se estar no lugar certo, na hora certa, é necessário que o agraciado reconheça e muito cedo das suas tendências e aptidões. Que seja despertado para tal, que esteja vivendo em um ambiente que lhe permita não somente ser despertado ou despertar por si só, mas ser percebido e incentivado, recebendo um empurrão que seja ou tendo a ousadia de se jogar nos braços do acaso, sem temores ou cautelas.

Necessário que abdique de milhões de coisas, que se decida incondicional e sacrificadamente – muitas vezes –  dedicar-se ao desenvolvimento desta ou daquela aptidão artística. A arte de escrever, principalmente quando a tendência é a escrita poética, esta muito menos valorizada, muito menos reconhecida, muito menos apreciada, se não em intensidade, mas em quantidade, exige ainda mais dedicação, determinação, perseverança e uma dose de “estar no lugar certo na hora certa”.

Os valores mercantis do poeta são ínfimos, tanto que raramente algum poeta ou poetiza se desponta cedo para o cenário literário. Mesmo que desperte e se decida cedo por seguir esse caminho, tem que se submeter a exercer outras atividades ligadas à escrita, ou ao redor dela e somente com o tempo e muito tempo, poderá exercer tal atividade como fim, que dela busque seu sustento, mesmo que  parcialmente.

Além de todos esses fatos, existe outra realidade inegável. A nossa humanidade e seu desenvolvimento acelerado, a veloz urbanização por que passamos nas últimas décadas, o crescimento tecnológico acentuado e crescente e o mercantilismo às vezes até cruel a que estamos sujeitos, têm decepado, tem dilacerado os sentimentos e seus valores simplesmente humanos, chegando ao ponto de se encarar o romantismo, o lirismo e tantos outros sentimentos simplesmente naturais e originalmente humanos, como retrógrados, como deselegantes, como frágeis e não merecedores da atenção e do juízo das pessoas modernas, centradas, voltadas para o mundo real, dinâmico, moderno e suas vicissitudes.

Desde menino que percebi em mim um veio poético, uma facilidade quase incompreensível para escrever. Tal fato ficou mais claro e até intrigante para tantos, quando praticamente me auto-alfabetizei. Simplesmente na observação de irmãos mais velhos aprendi a escrever e ler.

Minha ida, em tenra idade, para o meio rural e minha formação nesse ambiente, facilitou o desenvolvimento da sensibilidade para com as coisas naturais, para com os sentimentos e seus valores; para enriquecimento da fertil imaginação que a arte de escrever exige.

As dificuldades econômicas e sociais por que passou minha família bem na minha formação infanto-juvenil, a busca pela sobrevivência as duras penas, exposto a todos os malefícios e injustiças da segregação sócio-econômico-cultural, ajudou a aprimorar minha percepção, forjando, ainda cedo, a distinção dos valores reais, humanos, dos valores hipócritas, demagogos, mercantilistas, capitalistas.

Ajudado, certamente, pela sensibilidade poética já presente no menino e o ambiente hostil a que me expus logo cedo, realmente me ajudaram a desenvolver ainda mais a necessidade de escrever e expor minhas proibidas idéias, nas velhas folhas de caderno, sempre escondidas, quando não eliminadas, temendo a represália ou simplesmente o ridículo da sua leitura.

Mais tarde, mercê do nefasto “êxodo rural”, saí da simplicidade e ingênua vida do interior, para o composto urbano e todas as suas mazelas. Na cidade grande, despreparado, sucumbi às facilidades urbanas e enveredei por caminhos quase tortos, com a paternidade prematura e a responsabilidade de uma família quase ainda na puberdade.

Tudo isso me fez desvirtuar do caminho que as estrelas – creio - tinham me escrito, de escrever, de viver e sobreviver da arte de escrever. A necessidade de buscar renda de forma urgente e premente, levou-me a caminhos outros que não fosse à arte de escrever. Usei dessa facilidade de escrever para percorrer o caminho e a carreira profissional que se me foi surgindo no decorrer da vida e das possibilidades, contudo, nunca pude me dedicar - como sonhara ainda menino - e viver dos meus versos, dos meus causos, dos meus contos, das minhas crônicas, das minhas fábulas, dos meus romances, quiçá a sorte me permitisse.

Nunca, porém, reneguei a minha arte. Se as minhas atividades profissionais não me permitiam e até impediam, escrevi as escondidas, dividi com amigos então poucos, mas leais, com supostas ou fortuitas namoradas, com escondidas ou imaginárias amantes, os meus poemas, as minhas crônicas. Não raras vezes tentei, corri atrás, fui ferido, menosprezado, na tentativa de expor meu veio e minha aptidão nos meios possíveis.

Reconforta-me saber que ainda tenho muito por viver, as necessidades da busca pelo dinheiro para sobrevivência minha e dos meus já chegam ao final e ainda poderei, mesmo que tarde, exercitar de forma mais formal e quem sabe reconhecida, a minha arte. A arte de escrever, de vender idéias, sonhos e ilusões, através da poesia traduzida nos versos de um poeta pobre, incógnito ainda, mas nato. Sem demagogia, nem falsa modéstia, nem tampouco pedância descabida, mas efetivamente um poeta nato, como nata é toda arte.


Publicado por EACoelho em 19/07/2010 às 23h06
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
23/06/2010 00h14
COM E SEM RIMAS

COM E SEM RIMAS
 

Há muito tempo já não escrevia poemas com versos rimados. Continuo achando que  a busca pelas rimas tolhe o poeta da liberdade de escolher as palavras mais certas, mais adequadas,  que venham espelhar mais fielmente a realidade do que deseja dizer, com efetiva e solta alma, sobre as imagens e sentidos daquilo que lhe norteia e que experimenta no ato de escrever.
 
Gosto quando o que escrevo flui naturalmente, saindo diretamente das imagens que deslumbro, direto para o papel, para a tela, sem necessidade de ajustes, de acertos, salvo as questões gramaticais. E a busca pela adequada rima, por mais maestria que o poeta ostente, sempre ficam grãos de areia que arranham o ouvido e o sentido de quem lê, meio que farpas num pano  aveludado.
 
Mas hoje, resolvi cometer o abuso da rebeldia para comigo mesmo e fiz dois poemas rimados. Escrevi GRITO, fazendo um jogo de rimas apenas nos últimos versos de cada estrofe, cometendo idêntica rebeldia com as regras de um poema prosado.
 
E escrevi AMAR DE VERDADE, onde abusei da rima, criando situações que me permitiu rimar os versos não apenas nas palavras finais, mas também no meio, fazendo um jogo que no final acabei gostando, pois, não perdeu a sonoridade e manteve uma harmonia agradável. Perdoem a ausência de modéstia, mas assim como sou extremamente crítico com algumas coisas que escrevo, como é o caso do poema GRITOS, cujo tema tem seu valor, mas que não consegui dar fluência natural aos versos, exatamente em função da busca pelas rimas, já em AMAR DE VERDADE, no meu entender, fui feliz e consegui essa harmonia.
 
E dentro do que já prometi em relato aqui feito, preciso e urgentemente me dedicar a escrever mais tecnicamente, sobre outros prismas que não seja o poetar. Fiz algumas poucas crônicas, assim como O HÁBITO DA LEITRA e a ARTE DE VENDER – PROFISSIONALMENTE, mas ainda muito insuficientes e aquém do que me propus e sei que posso e preciso. Mas esses temas, essas questões, exigem mais tempo, mas concentração, estudo até, pesquisa, leitura, para poder dizer com mais conhecimento de causa, sobre as coisas que venha a escrever. Os poemas, as prosas e mesmo as crônicas, são coisas mais rápidas, que saem mais naturalmente, exigindo menos de quem pouco tempo tem disponível para escrever. E acaba escrevendo muito menos do que gostaria e de tudo que tem para escrever e repassar.
 
Espero, com absoluta e total sinceridade, que os amigos que tem lido meus textos tenham gostado, que a sua leitura tenha se constituído em momentos de efetivo lazer e entretenimento e que tenha lhes permitido o exercício da reflexão, da crítica e do questionamento, pois, se em tantos momentos sou categórico e afirmativo no que escrevo, ao mesmo tempo deixo total espaço para que as minhas afirmações sejam questionadas, contestadas e revistas.
 
Grande abraço e muitíssimo obrigado a quem tem dedicado do seu tempo para me ler.


Publicado por EACoelho em 23/06/2010 às 00h14
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
07/06/2010 01h00
LER OU NÃO LER


Há muito tempo que venho tentando entender essa síndrome da “não leitura”. Sempre ouço, leio, assisto que os brasileiros não gostam de ler. E tento entender o porquê disso.

 
Para se escrever, existem outras exigências. É necessário conhecimento, ter opinião bem formada sobre o que escrever. Necessário também que se conheça o mínimo de gramática, principalmente de concordância verbal, concordância nominal, etc. Para escrever de forma mais profunda, descrevendo fatos, é necessário mais; é necessário que se tenha também uma forte dose de aptidão para isso, certo talento até, ou vocação, que o seja.
 
E para ler, o que é preciso? Hábito seria? Mas para se adquirir o hábito somente com o exercício da leitura e como obtê-lo sem se iniciar?  Curiosidade talvez? Sim, a curiosidade seria um mecanismo de levaria as pessoas à leitura.
 
Penso, penso, tento chegar a alguma conclusão mais acertada e não chego a nada. Apenas suposições. Essa história de que tem que aprender de pequeno, que tem que existir o exemplo dos pais, que a escola é a responsável, que é o professor que precisa incentivar, que os livros são muito caros e tantos outros motivos tão vastamente expostos não me convence.
 
E o mais estranho em tudo isso, é que na medida em que evoluímos em inúmeros, em quase infinitos aspectos, o hábito da leitura recua, retrocede. A cada dia temos menos pessoas lendo. E não falo apenas de ler livros, romances que seja. A cada dia se lê menos, nem mesmo os assuntos que dizem respeito ao seu dia-a-dia; até mesmo nas atividades profissionais, as pessoas praticamente não lêem. É preocupando, que mesmo os estudantes, cada dia lêem bem menos, mesmo que para fazer provas.
 
É tão comum que os assuntos expostos de forma escrita, por mais importante que sejam, normalmente não são lidos em sua íntegra. A prova disso é que na medida em que se evolui em tecnologia, na medida em que tudo se desenvolve, o processo de comunicação profissional proporcional e assustadoramente regride. Tanto é verdade, que o maior problema das empresas, em todos os cantos, em todos os segmentos, é a deficiência da comunicação. Até mesmo a comunicação verbal, mas em se falando de comunicação escrita, é ainda mais aviltante.
 
Qualquer mensagem, qualquer texto que exija alguns minutos de leitura, a grande maioria das pessoas ficam nas primeiras linhas e às vezes às últimas. Além disso, mesmo quando lidas, normalmente são mal interpretadas, exatamente pela falta de leitura; a falta de capacidade de interpretaçao. E isso causa sérios problemas de comunicação em todos os sentidos.
 
Estou escrevendo este texto e tenho absoluta convicção que poucas serão as pessoas que se darão ao trabalho de lê-lo. E dessas poucas que iniciarão, menos ainda chegarão ao final e dessas, ainda menos pessoas terão discernimento para interpretar adequadamente o que estou expondo, o que estou tentando dizer, a mensagem que estou tentando repassar.
 
E é tão fácil distinguir em meio às pessoas, aquelas poucas que tem o hábito da leitura. Normalmente são pessoas com conhecimento amplo, que sabem das coisas que lhe rodeia, que tem melhor compreensão das atitudes de quem lhe rodeia. São pessoas menos aflitas, menos ansiosas, mais equilibradas, exatamente porque vão acumulando conhecimentos tantos, que – independente de sua atividade – tem uma melhor compreensão do meio em que vivem, do seu habitat.
 
E grande parte dos males que tanto afligem as pessoas e normalmente traduzidas em aflições, em ansiedade, insegurança e medos, tem origem na ignorância; exatamente a ignorância é a causa do medo e do medo derivam  todos os demais problemas e conflitos que tanto afligem as pessoas, transformando nessa doença coletiva da ignorância. Pior é que essa ignorância é sempre mascarada, escondida, tapada e afogada por falácias e faz-de-conta. Entorpecidas por pseudo sucesso econômico, boa aparências e tudo mais oriundo  do  endo marketing e suas vicissitudes.
 
A falta de leitura - bem lá no fundo - entendo seja mais uma manifestação da doentia e nefasta preguiça. Aliás, a preguiça bem no fundo não existe, o que existe na realidade, é a “síndrome do desejo adiado”. É sim. A preguiça não existe não. São apenas desejos ou necessidades adiadas. O preguiçoso jamais assume que não vai fazer determinada coisa. Ele simplesmente diz que vai fazer depois. Que depois ele faz. Que se não leu, foi por falta de tempo, mas que vai ler.
 
Então, estou concluindo por  mais uma suposição para o falta de leitura: A síndrome do desejo adiado, ou em outra palavra, mais simples, mais direta, a preguiça.

Ou quem sabe seria o complexo do “sabe tudo”. Bom, esse é outro assunto, que merece ser bem mais esmiuçado. E não posso abusar da boa vontade de quem leu este artigo até aqui. A vocês, parabéns e muitíssimo obrigado pela leitura.


Publicado por EACoelho em 07/06/2010 às 01h00
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.



Página 1 de 2 1 2 [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras